Entre Nós e o Cancro | Conversas sobre Oncologia
Entre nós e o cancro, abordar a doença sem constrangimentos
A Takeda Portugal lançou o projeto “Entre Nós e o Cancro”, um conceito inovador que propõe abordar de forma simples e direta alguns tópicos menos falados em Oncologia. Num formato vídeo, composto por vários episódios, cria-se proximidade com o interlocutor, pela pertinência e a forma clara, como as questões são abordadas. Vídeos curtos, que prendem a atenção e esclarecem, dirigidos tanto ao público em geral, como para profissionais de saúde, o projeto procura aproximar médicos e doentes, lançando o debate sobre temas menos comuns e menos partilhados.
Os primeiros três episódios foram lançados em março, no âmbito do mês de sensibilização para o cancro colorretal, e são por isso dedicados a esta patologia, em particular ao cancro colorretal metastático. Uma condição que coloca desafios únicos não apenas do ponto de vista clínico, mas também humano. Estes três primeiros vídeos contam com a participação do Dr. Nuno Tavares, oncologista da ULS São João, da Dra. Catarina Abreu, oncologista da ULS Santa Maria e do Professor Dirk Arnold, Diretor do Asklepios Hospitals - Asklepios Tumor Center Hamburgo.
Participação dos Doentes na Decisão
No primeiro episódio fala-se sobre os obstáculos que podem limitar a participação ativa das pessoas com doença oncológica nas decisões terapêuticas. Como alerta o Dr. Nuno Tavares, em Portugal é necessário que se promova a literacia em saúde para que as pessoas com cancro possam ter um papel mais ativo no processo de decisão. “Há ainda um caminho muito significativo que deve ser percorrido na melhoria da literacia em saúde, só assim permitindo que tenhamos mais pessoas, mais informadas, que possam ter uma palavra cada vez mais ativa naquilo que é a decisão terapêutica”. Como clarifica, a escolha da melhor decisão terapêutica nasce da dinâmica e da discussão entre o oncologista, que possui mais informação sobre os fármacos, a evidência e a eficácia dos tratamentos, e a pessoa, que tem informação muito relevante sobre os seus objetivos de vida, as suas preferências.
Neste tópico o Professor Dirk Arnold aborda o papel do oncologista em educar sobre os prós e os contras para conseguirem chegar a uma tomada de decisão partilhada. Neste sentido deve informar sobre as decisões terapêuticas disponíveis, quais as vantagens e desvantagens, o perfil de toxicidade e a forma de administração.
Qualidade de Vida em Oncologia
No segundo vídeo questiona-se sobre a importância dos estudos e dos resultados de qualidade de vida na decisão de uma opção de tratamento em oncologia.
De acordo com o Dr. Nuno Tavares a qualidade de vida ganha cada vez maior preponderância principalmente quando estamos em fases avançadas e em situações de doença metastática e paliativa. Como refere “do ponto de vista conceptual e regulamentar, mas acima de tudo de um ponto de vista muito prático na consulta, quando temos um doente à nossa frente, qualidade de vida tem uma preponderância fundamental e é algo que nós queremos efetivamente atingir porque só assim conseguimos ter efetivamente a plenitude dos objetivos alcançados quando tratamos o doente numa fase de doença como cancro colorretal em linha avançada.”
Uma opinião partilhada pela Dra. Catarina Abreu que refere que a qualidade de vida é importante em qualquer fase de estudos e ensaios em oncologia, “principalmente após várias linhas terapêuticas em doentes que já estão multitratados, que têm um volume de doença maior, que têm também uma reserva para poderem tolerar tratamentos”. Na opinião da especialista, nesta fase a qualidade de vida acaba por ser um fator de extrema importância, “queremos mais vida mas com qualidade de vida, e, portanto, não faz sentido não associar também este endpoint nos ensaios clínicos e dar-lhe a relevância como damos por exemplo aos de sobrevivência.”
Preferências em Linhas Tardias
No terceiro vídeo reflete-se sobre que considerações são feitas para equilibrar as expetativas e preferências da pessoa com doença oncológica em linhas terapêuticas mais avançadas.
Para a Dra. Catarina Abreu “nestas linhas mais tardias muitas vezes a melhor resposta ao tratamento é uma doença estável” e esta é uma informação que considera importante debater em consulta. Como conclui, deve-se valorizar este grau de resposta na doença, nestas fases mais tardias, porque “acaba por ser um valor importante se for bem informado”.
O professor Dirk Arnold complementa com a noção de conveniência “os doentes desejam um tratamento que seja conveniente, digamos em termos de administração. E, claramente com eficácia que melhorará a probabilidade de sobrevivência global, mantendo a qualidade de vida. E todos estes fatores juntos compõem a combinação ideal para um tratamento numa fase muito avançada da doença”.
Estes vídeos estão também disponíveis e podem ser vistos no Youtube da Takeda Portugal, aqui.
Code: C-ANPROM/PT/TAK/0036, maio 2026