Diabetes Mellitus tipo 2

A diabetes é uma doença muito comum que se carateriza por uma elevação anormal de açúcar no sangue. A diabetes pode dever-se a uma secreção insuficiente de insulina pelo pâncreas e/ou a uma diminuição do seu efeito. 
A insulina é a hormona que regula a transformação dos hidratos de carbono em energia, pelo que a sua falta é a causa do aumento de açúcar no sangue.
As formas mais frequentes são a diabetes tipo 1, que surge normalmente na infância ou na adolescência, e a diabetes tipo 2. A diabetes tipo 2 é diagnosticada normalmente na idade adulta e é a mais habitual (85-95% dos casos em países industrializados).

 

diabetes

A diabetes tipo 2 caracteriza-se por um défice parcial na produção de insulina acompanhado por um aproveitamento inadequado da mesma. Os sintomas que provoca são menos evidentes que na Diabetes tipo 1, pelo que pode passar despercebida durante muito tempo. 
O seu diagnóstico realiza-se de maneira muito simples: através da medição do nível de glicose numa análise ao sangue. É muito importante realizar esse diagnóstico o mais atempadamente possível, porque se a diabetes não estiver suficientemente controlada pode provocar complicações frequentes, especialmente do tipo circulatório e neurológicas. Com base na publicação "Diabetes: Factos e Números 2013"; Relatório Anual do Observatório Nacional de Diabetes em Portugal, esta patologia matou 5,1 milhões de portugueses. A prevalência da Diabetes em 2012 foi de 12,9% da população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,8 milhões de indivíduos), a que corresponde um valor estimado de 1 milhão de indivíduos.

Os últimos dados publicados pela Federação Internacional da Diabetes indicam que 8,3% da população adulta a nível mundial sofre desta doença (382 milhões de pessoas), sendo a maioria diabetes tipo 2. Além disso, estima-se que em menos de 25 anos haja um incremento do número de pessoas afectadas até aos 592 milhões.

Este aumento da prevalência é associado ao aumento da obesidade, à hipertensão e ao envelhecimento da população. Em 2012, estima-se a existência de entre 500 a 900 novos casos de Diabetes por cada 100.000 habitantes, com uma elevada percentagem de diabéticos sem diagnóstico.

Na Europa, uma em cada 10 mortes em adultos é atribuída à diabetes. 

Uma alimentação adequada e o exercício regular são a base do tratamento da diabetes. No caso da diabetes tipo 1, será sempre necessária a insulina. No caso da diabetes tipo 2, é variável o tipo de tratamentos que podem ser necessários. Será o médico, com base nas características do doente, quem melhor definirá as necessidades de cada doente em cada momento.

Fontes (para mais informação): www.sediabetes.org