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Um em cada sete adultos tem a qualidade de vida afetada pela constipação idiopática crônica1

18 de janeiro de 2021
  • Mudança de hábitos2 e orientação médica podem contribuir para melhorar o dia a dia de 14% da população que convive com a doença1

São Paulo, janeiro de 2021 – Um em cada sete adultos, aproximadamente, tem constipação idiopática crônica1. De fato, os estudos de prevalência demonstram que a constipação intestinal acomete cerca de 14% da população mundial1, representando um dos principais motivos da procura pelo clínico ou especialista (gastroenterologistas e coloproctologistas)2. Trata-se de uma condição crônica na qual a ida ao banheiro ocorre com menos frequência do que o usual, em geral as fezes são endurecidas e ressecadas, sua expulsão é dolorosa ou difícil, sendo também frequente a sensação de evacuação incompleta ou bloqueada4-6.

As causas da constipação idiopática crônica são desconhecidas, e não há alteração orgânica que dê suporte à doença3. Em relação ao gênero, a doença acomete duas vezes mais mulheres do que homens. Uma das razões para a maior prevalência no sexo feminino é o receio que as mulheres têm de ir a qualquer banheiro, além da falta de tempo para evacuar, ocasionando maior dificuldade de evacuação . A constipação crônica é ainda mais comum nos idosos, sobretudo após os 65 anos.


Impacto social

Para se ter uma ideia do impacto da doença na rotina diária de homens e mulheres, 75% dos pacientes dizem ficar mais de uma hora no banheiro para evacuar. Essa enfermidade também prejudica a vida pessoal e profissional, relata a Dra. Maria do Carmo Friche Passos, gastroenterologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “As pessoas que sofrem com essa doença evacuam menos vezes por semana, relatam  dificuldade para ir ao banheiro, necessitando fazer muito esforço e tempo prolongado para defecar (em geral as fezes são fragmentadas e endurecidas), e apresentam quase sempre uma sensação de evacuação incompleta e/ou bloqueio anorretal, comprometendo muito a qualidade de vida dos pacientes na sua rotina diária ”.

A médica também esclarece que o tema fezes e evacuações é cercado por tabus. “As pessoas preferem não comentar sobre problemas relacionados ao assunto, mas, no caso dessa doença, o tabu precisa ficar de lado quando a conversa é com o médico, principalmente pela enfermidade impactar negativamente a qualidade de vida”. Mas o que falar com o especialista? O primeiro passo é estabelecer uma conversa clara e detalhada sobre o número de idas ao banheiro, se há necessidade de fazer esforço para evacuar e se as fezes são irregulares, endurecidas ou ainda se existe a sensação de obstrução ou bloqueio para evacuar4. Além do diagnóstico clinico, o médico – gastroenterologista ou proctologista – poderá pedir alguns exames para a confirmação desse tipo de constipação2

O diagnóstico da constipação idiopática crônica é baseado na história médica e poderá ser confirmado se nos últimos três meses forem observados, pelo menos, dois dos sintomas abaixo. É importante consultar um gastroenterologista ou um proctologista, pois esses são alguns dos seus sintomas4:

  • Menos de 3 evacuações espontâneas por semana
  • Mais de 25% das evacuações com esforço evacuatório
  • Mais de 25% das evacuações de fezes irregulares ou endurecidas
  • Mais de 25% das evacuações com sensação de obstrução ou bloqueio anorretal
  • Mais de 25% das evacuações com necessidade de manobras manuais para defecar

O tratamento da constipação idiopática crônica inclui medidas dietéticas, comportamentais e medicamentos. Para melhorar os sintomas intestinais, a mudança de hábitos alimentares deve contemplar o aumento da ingestão de líquidos e fibras5 que aumentam o bolo fecal e estimulam o intestino, contribuindo para uma melhor evacuação. Além da dieta, a atividade física regular e a postura correta no vaso são fundamentais. Quando estas orientações não são suficientes, os medicamentos devem ser usados, mas sempre sob orientação e prescrição médica4. O uso indiscriminado de laxantes deve ser evitado, a não ser que haja indicação médica, pois eles determinam efeitos colaterais importantes, sobretudo a longo prazo.7 Não se deve tomar laxante por conta própria porque o uso crônico pode acostumar o intestino, fazendo com que seja quase sempre necessário um aumento da dose para se obter o mesmo efeito. “Deixar o tabu de lado e conversar com o médico sobre o problema é o primeiro passo para cuidar dessa doença e para melhorar a qualidade de vida”, finaliza Dra. Maria do Carmo.


Sobre a Takeda Pharmaceutical Company Limited

A Takeda Pharmaceutical Company Limited (TSE:4502) (NYSE:TAK)  é uma empresa global baseada em valores e orientada por Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Líder biofarmacêutica, a empresa tem sede no Japão e seu compromisso é trazer uma Saúde Melhor e um Futuro Mais Brilhante para pacientes do mundo inteiro, traduzindo ciência em medicamentos altamente inovadores. A Takeda concentra seus esforços de P&D em quatro áreas terapêuticas: Oncologia, Gastroenterologia, Neurociências e Doenças Raras. Também fazemos investimentos de P&D específicos em Terapias Derivadas de Plasma e Vacinas. Nosso objetivo é desenvolver medicamentos altamente inovadores que fazem a diferença na vida das pessoas, avançando na fronteira de novas opções de tratamento: aproveitamos nosso sistema colaborativo de Pesquisa e Desenvolvimento para criar um pipeline robusto e diversificado para diferentes modalidades. Nossos funcionários também abraçam o compromisso de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, trabalhando com nossos parceiros na área da saúde em aproximadamente 80 países e regiões.

Para outras informações, visite https://www.takeda.com


Informações para a imprensa Ketchum

Cristina Camarena: saude1@ketchum.com.br    
Deborah Moratori: deborah.moratori@ketchum.com.br

 

Referências

1. Suares NC, Ford AC. Am J Gastroenterol. 2011;106:1582-91. doi: 10.1038/ajg.2011.164. Acesso em: 28/09/2020
2. ACG Chronic Constipation Task Force. An evidence-based approach to the management of chronic constipation in North America. Am J Gastroenterol. 2005;100(S1):S1-S4.
3. Lacy BE, Fermin M, Chang L, et al. Bowel Disorders. Gastroenterology. 2016; 150:1393-407
4. COLLETE, Vanessa Louise; ARAUJO, Cora Luiza; MADRUGA, Samanta Winck. Prevalência e fatores associados à constipação intestinal: um estudo de base populacional em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2007. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 26, n. 7, p. 1391-1402, jul. 2010 . Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2010000700018&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  31  ago.  2020
5. MultiVu: Multimedia Production & Strategic Distribution. Disponível em: multivu.com/players/English/8374951-national-cic-chronic-idiopathic-constipation-survey. Acesso em: 28/09/2020
6. Johanson JF, Kralstein J. Aliment Pharmacol Ther 2007;25:599–608.

 

C-ANPROM/BR/LUB/0005 Jan2021
Material destinado ao público geral