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Entenda a importância da multidisciplinaridade no tratamento do mieloma múltiplo

8 de maio de 2018
  • Cada paciente é único, mas a manutenção da qualidade de vida e da independência são objetivos comuns

São Paulo, 08 de maio de 2018 – Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa média de vida do brasileiro é de 75 anos1. Com isso, a atenção à saúde do idoso é um assunto cada vez mais frequente. E, para pessoas acometidas por graves enfermidades, como é o caso do mieloma múltiplo, o olhar a alguns detalhes, como a possibilidade de um tratamento multidisciplinar, ou seja, o envolvimento de especialistas de diversas áreas, deve ser ainda mais cauteloso.

Trata-se de um câncer raro que afeta diretamente a medula óssea e é causado pelo crescimento descontrolado das células de defesa do organismo, chamadas de plasmócitos2. Sua incidência é ligeiramente maior em homens entre 60 e 65 anos e os sintomas se assemelham com os sinais da idade avançada, como a fadiga, dores ósseas, anemia e possíveis alterações renais3. No Brasil, não existem dados de prevalência do mieloma múltiplo. Em 2015, nos Estados Unidos, foram diagnosticados 24.000 novos casos da doença4.

Pela fragilidade do quadro, o cuidado precisa ser redobrado. O acompanhamento que vai além da medicação e do médico onco-hematologista responsável pode ser benéfico para devolver a qualidade de vida ao indivíduo. O hematologista responsável pelo Ambulatório de Mieloma Múltiplo da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina – UNIFESP/EPM, Dr. Walter Braga, explica que o acompanhamento deve ser multidisciplinar. “Por se tratar de um paciente em geral idoso, com associação de duas ou mais doenças, o tratamento com outros especialistas em conjunto se torna uma premissa”, explica o especialista.

O acompanhamento com o psícólogo, por exemplo, trará à tona no tratamento todas as questões psicossociais dos pacientes. “A rotina do paciente muda muito após o diagnóstico. Os impactos psicológicos na vida de quem convive com a doença são inevitáveis e precisam ser acompanhados de perto pelo profissional para auxiliar no tratamento da doença”, comenta Dr. Walter.

Outro profissional no tratamento multidisciplinar é o reumatologista, que cuida das dores crônicas desses pacientes. “Pelas complicações reumatológicas, o acompanhamento com o especialista pode minimizar os impactos negativos na qualidade de vida e se torna mais uma peça fundamental para garantir o sucesso do tratamento”, complementa.

O maior desafio é garantir que qualquer decisão seja de comum acordo entre os especialistas. “Toda a equipe de acompanhamento deve estar ciente do processo. Isso fará com que não haja problema, como interações medicamentosas, por exemplo”, explica Dr. Walter.

De acordo com o médico, ainda como apoio ao tratamento, a necessidade de um cuidador ou do acompanhamento de um familiar pode ser importante para auxiliar nas tarefas diárias. Além disso, o suporte psicológico e a fisioterapia, que é um grande aliado quando se trata de controle das dores ósseas, são ferramentas muito importantes.

Para minimizar os efeitos da doença e do tratamento, Dr. Walter comenta a importância do diagnóstico precoce: “A melhor saída seria o reconhecimento da patologia de maneira mais precoce, para que se evitem as perdas de função. Uma vez que haja um avanço e seu diagnóstico seja mais tardio, torna-se mais complexa a rede de cuidados que o paciente demandará”.

A intenção de todo e qualquer tratamento para mieloma múltiplo é justamente devolver a qualidade de vida. Garantir o tratamento correto atrelado à rotina pode promover uma melhor convivência com a doença e promover maior independência desse indivíduo.


Sobre a Takeda Oncologia

Aspirando à cura do cancer, a Takeda Oncologia pesquisa e desenvolve terapias inovadoras a fim de melhorar a qualidade de vida dos pacientes onde quer que estejam. A área foi criada a partir da aquisição da Millennium Pharmaceuticals em 2008 e consolidada em 2014. Em 2017, foi concluída a aquisiação da ARIAD Pharmaceuticals com o intuito de ampliar o portfólio oncológico global em tumores sólidos e fármacos hematológicos.

Com operação em sete países (Alemanha, Brasil, Estados Unidos, França,  Indonésia, Japão e Reino Unido1), iniciou as atividades no Brasil em 2015, com o lançamento de Adcetris®, medicamento que mudou a trajetória de tratamento do paciente com Linfoma de Hodgkin e Linfoma Anaplásico de Grandes Células sistêmico.

A busca por soluções inovadoras no combate ao câncer e levar medicamentos inovadores, por meio da ciência, inovação e paixão, são uma premissa da companhia. Para mais informações sobre a Takeda Oncologia, consulte o site: http://www.takedaoncology.com/


Contatos

Luccas Sanches – luccas.sanches@bm.com

Giulia Armoni – giulia.armoni@bm.com / Tel: +55 11 30942257

 

Referências

1- Fonte: Em 2016, expectativa de vida era de 75,8 anos – IBGE Website - Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-denoticias/releases/18470-em-2016-expectativa-de-vida-era-de-75-8-anos.html - Acessado em
06/12/2017
2- International Myeloma Foundation (Internet) - Disponível em http://www.mielomabrasil.org/faq.php . Acesso em 28 de novembro de 2017.
3- International Myeloma Foundation (Internet) - Disponível em http://www.mielomabrasil.org/faq.php#. Acesso em 04 de setembro de 2017.
4- International Myeloma Foundation (Internet) - Disponível em http://www.mielomabrasil.org/o_que_e.php Acesso em 04 de setembro de 2017